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Meio Ambiente e Florestas

A América Latina possui 52,4% de sua superfície coberta com florestas tropicais, sendo a região amazônica a maior de todas.
Cobrindo a região compreendida pelo Brasil e todos os países que lhe fazem fronteira na América do Sul, indo em direção norte à América Central, e ao sul até à bacia do Prata;
Porque tanto a mata da Floresta Amazônica, quanto a Mata Atlântica fazem parte deste ecossistema. Segundo a Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO), a produção florestal na região é de 39 milhões de m³.


A crescente exploração destes recursos naturais, de forma irracional, tem provocado reações de ambientalistas em todo mundo. Estima-se que no Pará, um dos maiores pólos madeireiros do país, para cada árvore abatida, muitas outras são destruidas durante sua exploração, devido principalmente a falta de um Plano de Manejo Florestal ou mesmo a aplicação de um manejo incorreto, provocando danos substanciais a floresta.
O aproveitamento das toras pode variar de 20% a 70% do volume desta e o restante é transformado em resíduos.

 

Seqüestro de Carbono

A preocupação com o meio ambiente levou os países da Organização das Nações Unidas a assinarem um acordo que estipulasse controle sobre as intervenções humanas no clima.

Este acordo nasceu em dezembro de 1997 com a assinatura do Protocolo de Quioto. Desta forma, o Protocolo de Quioto determina que países desenvolvidos signatários, reduzam suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), entre 2008 e 2012. Esse período é também conhecido como primeiro período de compromisso.

Para não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que parte desta redução de GEE pode ser feita através de negociação com nações através dos mecanismos de flexibilização. Um dos mecanismos de flexibilização é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

O crédito de carbono do MDL é denominado Certificados de Redução de Emissões (CERs em inglês - Certified Emission Reductions).

A empresas recebem bônus negociáveis e cada bônus cotado em dólares ou euros, equivale a uma tonelada de poluentes.

Esse mercado global de carbono poderá valer 1 trilhão de euros em 2020 se os EUA criarem um esquema próprio de comércio de emissões, segundo o New Carbon Finance - grupo que trabalha na análise global do mercado de carbono.