Histórias de Conquistas
[22/12/2005]  Artigo da Revista Produtor Rural/dezembro de 2005
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" Integrar para não entregar"!

Se o termo agronegócio, do inglês agribusiness, for entendido ao pé da letra( segundo o Novíssimo Dicionário de Economia, de Paulo Sandroni, ele se refere ás empresas industriais cujos produtos têm como base um produto agrícola). Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do país, com cerca de 26 milhões de cabeças; tornou-se, na safra 2004/05, o maior produtor de grãos do país, superando o Paraná; e lidera o ranking nacional na produção de soja e de algodão. Ocupa ainda os primeiros lugares na produção de arroz e milho e avança de modo consistente em frango e suínos.
Essa história não foi escrita de um dia para o outro, e se entrelaça à história da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso(Famato). O momento é oportuno,portanto, para uma viagem no túnel do tempo, sob o comando de alguns dos protagonistas das mudanças que transformaram o cerrado mato-grossense num dos celeiros do mundo.
Até os anos 50, Mato Grosso dedicava-se basicamente á pecuária extensiva e a atividades extrativistas, com destaque para produtos com erva-mate, borracha, poaia (uma raiz com fins medicinais), ouro e pedras preciosas. A partir da segunda metade do século XX, Mato Grosso, assim como o restante da região Centro-Oeste, passa a se beneficiar da política de interiorização do desenvolvimento, cujo marco foi a construção de Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960. Ma foi no embalo da política de integração nacional( "integrar para nao entregar" era o lema), que teve seu ápice na década de 70, que as sementes do agronegócio foram lançadas.